3° ato: Somos asiáticas/os e resistiremos contra o golpe! Memória, verdade e política.

A identidade da diáspora asiática não é um fim em si mesmo: direito à memória e à verdade, solidariedade nas lutas populares e resistência contra o golpe.

No último sábado (27), jovens asiáticas/os se reuniram para discutir o direito à memória e à verdade no Brasil e a formação da identidade racial amarela e seus reflexos nas lutas contemporâneas. No evento “Asiáticas/os no Brasil: identidade, memória e resistência”, conversamos sobre as relações entre a violência de Estado contra imigrantes asiáticas/os, principalmente durante a Era Vargas, e a consolidação da modernização racista brasileira. A violência racial no Brasil, contra negras/os e indígenas, data do período da colonização e, durante a consolidação de seu capitalismo tardio, no século XX, incrementou-se também com a exploração xenofóbica e racista da raça amarela. Continuar lendo

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1° Ato – “O japonês é como o enxofre… insolúvel”: identidade nacional, raça e violência de estado.

Observação: Este texto faz parte de uma coletânea de artigos em três atos, acompanhe aqui.

Em dezembro de 2015, o ativista Mario Jun Okuhara, autor do documentário “Yami no Ichinichi – O Crime que abalou a Colônia Japonesa no Brasil” (2012) e idealizador do Projeto Abrangências protocolou uma solicitação ao Ministério da Justiça “para que o Estado brasileiro, formalmente, reconheça a perseguição política que seus agentes realizaram contra a coletividade de imigrantes japoneses e seus descendentes, por conta de abusos autoritários do Estado de Exceção do governo do presidente Getúlio Dornelles Vargas (1937 – 1945) e do período constitucional do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946 – 1951), por meio de um pedido oficial de desculpas.”

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