O que faz de Bruce Lee um cara universal e por que Hollywood continua errando?

Por Fábio Ando Filho e Rodrygo Tanaka.

“Eu vim para São Francisco em 1964, na esperança de me encontrar. Dei minhas voltas, aprendi sobre cogumelos, ácido e amor livre. Mas nada daquilo era o que eu precisava. Então um dia, fui andar pela Chinatown, onde descobri o kung fu. E foi assim que conheci Bruce Lee.” É assim que começa o trailer do novo filme-biográfico (biopic) de Bruce Lee, Birth of the Dragon(2016) (O Nascimento do Dragão, ainda não traduzido para o português): com a crise existencial de um homem branco fictício que apresenta Bruce Lee como um mero suporte narrativo ao seu arco de personagem. Tudo para que, no fim das contas, o homem branco conquiste a mulher asiática. Continuar lendo

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20% dos trabalhadores japoneses já presenciaram assédio contra LGBTs no ambiente de trabalho

Notícia traduzida do Japan Times. Clique aqui para ler o original em inglês.

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De acordo com a Confederação Japonesa de Sindicatos (Rengo) mais de 20% dos trabalhadores já presenciaram atos descriminatórios contra pessoas LGBT no ambiente de trabalho.

Publicada no dia 12 de Outubro, essa foi a primeira pesquisa dessa natureza realizada pela Rengo. Ela foi conduzida online entre o dia 30 de Junho e 4 de Julho com 1000 trabalhadores, homens e mulheres, entre a idade de 20 e 59 anos. Entre os entrevistados, 8% se identificaram como minorias sexuais.

Aproximadamente 23% dos entrevistados disseram que testemunharam ou ouviram sobre assédio contra pessoas LGBT em seu ambiente de trabalho, incluindo 1,3% que afirmaram ter sofrido assédio.

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PEQUENO MANUAL EM 15 DICAS DE COMO NÃO OFENDER SEU AMIGO DESCENDENTE DE JAPONESES

Depois de reclamar do apelido de japa, ver que muites amigues se sentiram contemplades pela crítica e perceber que os não-nipônicos não nos apelidam por maldade, aqui vão algumas dicas bem DIDÁTICAS baseadas em dados históricos e no famoso bom-senso de como não dar esse e outros closes errados conosco:
1. Não apelide um oriental de “japa” sem ter qualquer consentimento dele acerca disso. Nossa identidade (aliás, a de ninguém) não deve ser resumida somente a ascendência étnico-racial – a pessoa a quem você se refere pode ter ascendência chinesa, coreana, etc. O contrário também vale: não apelide um descendente que não tenha os traços típicos ou que tenha nome brasileiro com um nome asiático qualquer (por exemplo: se o rapaz se chama Felipe, você pode usar o próprio nome dele ao invés de chamá-lo de Toshiro para estereotipá-lo).
2. Orientais NÃO SÃO TODOS IGUAIS. Continuar lendo