20% dos trabalhadores japoneses já presenciaram assédio contra LGBTs no ambiente de trabalho

Notícia traduzida do Japan Times. Clique aqui para ler o original em inglês.

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De acordo com a Confederação Japonesa de Sindicatos (Rengo) mais de 20% dos trabalhadores já presenciaram atos descriminatórios contra pessoas LGBT no ambiente de trabalho.

Publicada no dia 12 de Outubro, essa foi a primeira pesquisa dessa natureza realizada pela Rengo. Ela foi conduzida online entre o dia 30 de Junho e 4 de Julho com 1000 trabalhadores, homens e mulheres, entre a idade de 20 e 59 anos. Entre os entrevistados, 8% se identificaram como minorias sexuais.

Aproximadamente 23% dos entrevistados disseram que testemunharam ou ouviram sobre assédio contra pessoas LGBT em seu ambiente de trabalho, incluindo 1,3% que afirmaram ter sofrido assédio.

Muitos dos entrevistados atribuíram isso ao preconceito contra pessoas LGBT e os esteriótipos de gênero.

Quando perguntado sobre o que eles pensam sobre ter colegas de trabalho LGBT 35% – 23,3% das mulheres e 46,8% dos homens – disseram que isso seria ofensivo.

De acordo com a pesquisa, 28,4% dos entrevistados que tiveram dificuldade de aceitar pessoas LGBT no ambiente de trabalho estavam na faixa dos 20 anos, enquanto que 39,2% estavam entre os 50 anos.

Enquanto isso, mais da metade dos entrevistados disseram que as empresas deveriam tomar medidas preventivas e punir o assédio contra pessoas LGBT. Ao mesmo tempo, mais de 1 em cada 3 entrevistados disseram que não tinham uma opinião formada sobre o tema, indicando a necessidade de melhor definir o que seria assédio.

Quando questionados sobre quais medidas deveriam ser tomadas no ambiente de trabalho, 38,1% afirmou que trabalhadores deveriam ter permissão de se vestir livremente de acordo com a sua identidade de gênero. Mais de 47% disseram que trabalhadores deveriam ter a possibilidade de discutir e realizar  acordos em seus escritórios para que colegas transgênero pudessem utilizar banheiros e vestiários de acordo com a sua identidade de gênero.

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No Japão, não existe nenhuma lei específica para a proteção de pessoas LGBT, apesar de alguns municípios terem tomado medidas locais de proteção a minorias sexuais. Com exceção de uma lei que criminalizava atos de “Sodomia” entre os anos de 1873 e 1881, não existe nenhuma lei que criminalize atos homossexuais. Casais homoafetivos não tem o casamento reconhecido em âmbito nacional, mas cinto municipalidades reconhecem a união civil de casais homoafetivos: Shibuya e Setagaya na província de Tóquio, Iga na província de Mie, Takaradzuka na província de Hyogo e Naha na província de Okinawa. Pessoas trans tem o direito de alterar o seu gênero, porém somente após a cirurgia de transgenitalização.

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Links relacionados:

Relatório completo da pesquisa realizada pela Rengo (Em japonês) 

Situação dos direitos LGBT no Japão (Em inglês)

Reflexões de um homem asiático e bissexual

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