Representação trans e a grande estréia de Ian Alexander em OA

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Tradução do texto de John Walker para o site Vulture. Para a postagem original clique aqui.


Ian Alexander teve a semana que muitos aspirantes a atores somente sonham. Na última sexta-feira (16/12/2016), esse jovem de 15 anos teve a sua estréia profissional na série de ficção científica da Netflix: The OA. Ele interpreta Buck Vu, um estudante dos subúrbios que se torna amigo de um anjo interdimensinal (ou, pelo menos, com uma mulher que diz ser um anjo interdimensional). E ele também é um homem asiático trans – um tipo de personagem que raramente, ou nunca, foi apresentado na televisão.

De acordo com a GLAAD (Aliança de Gays e Lésbicas Contra a Difamação), somente 16 personagens fixos e recorrentes foram encontrados em roteiros de televisão nessa temporada. Somente quatro desses 6 eram homens, e somente um era asiático. Levando em consideração o mau tratamento de Hollywood com atores trans e asiáticos, não é de se admirar que as pessoas de diferentes nichos da internet tenham gravitado sobre a performance sensível e acalentadora de Alexander. Nessa quarta-feira (21/12/2016), no meio das férias de inverno, a Vulture conversou com Alexander sobre The OA, sua atuação e o que Buck significou para ele.

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Que minha pequena voz alcance a sociedade: Uma mensagem de Aya Kamikawa

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No dia 29 de Fevereiro comemora-se o Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais. Esse dia foi criado em 2004, quando o Ministério da Saúde e entidades da sociedade civil lançaram a campanha “Travesti e Respeito”, em reconhecimento à dignidade dessa população.

Segundo o Relatório de Violência Homofóbica publicado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, travestis e pessoas trans são as mais suscetíveis à violência, manifestada na forma de injúrias, agressões físicas e psicológicas, tratamento abusivo e assassinatos. E segundo o Projeto de Monitoramento de Assassinatos de pessoas Trans da Europa (TMM), o Brasil é o país que mais matas travestis e pessoas trans do mundo. E por causa da transfobia e rejeição, pessoas trans são nove vezes mais propensas a cometer suicídio.

Apesar de tanto sofrimento, pessoas trans no Brasil e ao redor do mundo tem lutado para melhorar a condição de vida e alcançar o direito de viver plenamente a sua identidade de gênero. Uma dessas pessoas é a militante, autora e a primeira pessoa abertamente trans a conseguir ser eleita no Japão: Aya Kamikawa.

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“Existe toda uma história que constrói meu corpo e ele é percebido por estereótipos” – entrevista com Ana Tomimori

A exposição Pós-poéticas, em cartaz desde o dia 18 de novembro, inaugura o Espaço das Artes, antigo Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo. A mostra traz obras dos artistas Ana Tomimori, Andréa Tavares, Cassia Aranha, Filipe Barrocas, Inês Bonduki, Julia Mota, Juliano Gouveia dos Santos, Pedro Hamaya e Renato Pera, relacionadas às pesquisas de pós-graduação de cada um deles ao longo dos últimos 2 anos.

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Registros da intervenção urbana “Bandeira”

Ana Tomimori, artista visual integrante da exposição, tem nacionalidade brasileira e ascendência japonesa. Seu trabalho apresentado na Pós-poéticas investiga como o discurso hegemônico e colonialista europeu acaba deixando seus rastros de exclusão. Sob o olhar de mulher não-branca, suas obras trazem marcas dessa vivência e da história que ela carrega  reinterpretadas pela própria artista. Ana, com a não-neutralidade que o corpo asiático carrega, apresenta desde bordados até intervenções urbanas, que exploram os estereótipos que automaticamente são associados  a etnias não-brancas.

A entrevista na íntegra, a segunda da seção de Entrevistas Populares, você confere a seguir!

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Enquete revela como pais japoneses encaram questões LGBT+

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Parada do Orgulho realizada em Tóquio no ano de 2016

Administrada pelo grupo Letibee, o LGBT Marketing Lab foi criado com o objetivo de apresentar medidas afirmativas de marketing para empresas baseado em enquetes, pesquisas e compartilhamento de informações.  No dia 18 de Agosto de 2016 eles divulgaram uma pesquisa intitulada “Pergunte aos pais: E se seu filho saísse do armário?”.

Essa enquete foi realizada on-line e colheu os dados de 566 participantes (258 homens e 281 mulheres entre 30 e 59 anos) entre os dias 8 e 11 de Agosto. Com exceção da província de Yamanashi, foram coletadas as respostas de pelo menos um residente de cada província japonesa. Abaixo deixamos o relatório completo da pesquisa:

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