Asadoya Yunta: da resistência ao amor pelo colonizador

Capa: ilustrações da zine “KANPU” de Tamy Gushiken: Tumblr/Instagram

(O texto original foi submetido como trabalho final do curso de Antropologia Cultural da Unesp-Araraquara.)

Introdução

Músicas folclóricas comumente expressam sentimentos generalizados entre aqueles que as criam e interpretam: ora transmitem o espírito de celebrações e rituais, ora articulam sofrimento e resistência política.

Asadoya Yunta, das ilhas Yaeyama (Okinawa), é um exemplo de insatisfação popular para com as empreitadas colonizadoras[1] conduzidas pelo Japão, particularmente no século XIX; mas, quando é traduzida para o japonês, a temática anticolonialista desaparece, dando lugar a uma canção de amor, inofensiva em seu conteúdo.

Este trabalho procura demonstrar, através do estudo de caso de Asadoya Yunta, como a retirada de elementos contextuais de textos criativos serve um propósito estratégico em relações de dominação, esvaziando o texto de sentido e despolitizando seu significado.

Glossário

Além de ser redigido em português, este texto trabalha com três línguas diferentes: japonês, Yaimamuni e Uchinaaguchi. Ao longo da argumentação, optei pelo uso de termos menos convencionais, a fim de resgatar a forma como os povos de Ryukyu referem a si mesmos, à própria cultura ou a elementos dela. Listarei abaixo algumas expressões recorrentes ou importantes para a compreensão do texto, assim como suas definições.

  • Ataryouya (当親): expressão em Yaimamuni; pode ser interpretada como “pais” ou “chefe da vila”, uma figura de autoridade a quem se deve respeito.
  • Mizasishuu (目差主): um cargo oficial enviado do Japão a Ryukyu.
  • Okinawanos: como geralmente se refere coletivamente aos povos de Ryukyu. Apesar de evitar chamar o território de “Okinawa”, refiro-me às pessoas como “okinawanas” devido à vasta utilização da nomenclatura, adotada principalmente pela diáspora.
  • Piedade filial (, xiào): parte da tradição confucionista; a virtude de respeitar os pais, os mais velhos e os ancestrais. É a filosofia guia a hierarquização social do leste asiático.
  • Ryukyu: usualmente referente às ilhas de Ryukyu, o conjunto de ilhas a sudoeste do Japão que se estende de Kyushu até Taiwan, território do antigo Reino de Ryukyu. A maior ilha do conjunto é Okinawa, onde está também a capital, Naha. Prefiro a denominação “Ryukyu” em vez de apenas “Okinawa”, pois abriga todos os povos sem utilizar o nome imposto pelo Japão (prefeitura de Okinawa).
  • Shimanchu (島ンチュ): literalmente “pessoa(s) da(s) ilha(s)” referente a todos os povos de Ryukyu em contraste com o Japão, mas usado mais comumente entre pessoas das ilhas Yaeyama.
  • Uchinaa (ウチナー): ilha de Okinawa; pode ser referente à prefeitura de Okinawa. De acordo com Laís Miwa Higa, “é o nome íntimo, interno ao grupo, o nome popular e nativo da ilha… Uchina evoca a imagem do povo, da família. É o tempo biográfico, do parentesco e da descendência, mas também o da inclusão” (HIGA, 2015, p. 137).
  • Uchinaaguchi (ウチナーグチ): literalmente “língua de Uchinaa”.
  • Uchinaanchu (ウチナーンチュ): literalmente “pessoa(s) de Uchinaa”, designação identitária.
  • Yaimamuni (ヤイマムニ): língua das ilhas Yaeyama.
  • Yamato (大和): etnia majoritária do Japão; também referente ao Japão.
  • Yamatonchu (大和ンチュ): literalmente “pessoa(s) de Yamato”; geralmente utilizado por okinawanos.
  • Yunta (ユンタ): estilo musical característico das ilhas Yaeyama, diferindo sua dança e sua performance de outras partes de Ryukyu. Músicas Yunta são narrativas sobre trabalhos intensos; são, ao mesmo tempo, uma expressão de alegria e uma espécie de oração por colheitas abundantes, por amor, pela construção de casas, etc.

Contexto histórico e geográfico

Location_of_the_Ryukyu_Islands

Figura 1: mapa das ilhas de Ryukyu.

Antes da anexação do Reino de Ryukyu ao Japão — a qual Hideaki Uemura classifica como ilegítima pela ótica do direito internacional — e a criação da atual prefeitura de Okinawa em 1879, Ryukyu se configurava num território independente e mantinha relações com a China desde 1372. Durante os séculos XIV e XV, Ryukyu era o principal ator no comércio marítimo no sudeste e leste asiático, funcionando como uma espécie de ponte entre redes de troca locais.

Após a unificação do Japão e a tomada de poder por Ieyasu Tokugawa em 1603, o xogunato tenta reparar as relações com a dinastia Ming. No entanto, a proximidade geográfica do Japão ao Reino de Ryukyu, então estado tributário da China, interferia nas negociações que privilegiassem a agenda japonesa. Quando as negociações com o Reino de Ryukyu também falham, o domínio de Satsuma, feudo que competia com Ryukyu pelo controle das ilhas Amami e Tokara, recebe permissão do xogunato para invadir Ryukyu. A partir da vitória de Satsuma, o Reino de Ryukyu se torna um estado vassalo desse domínio, mas não passa por nenhum processo de assimilação, pois oferecia mais lucros a Satsuma como um país estrangeiro de “maneiras e costumes exóticos” (OKAMOTO, 2010, p. 7), dadas suas tradições culturalmente distintas do Japão (religiões, línguas, culinária, etc.); isso já aponta para a dinâmica de exotização exercida pelo Japão em relação àquilo que hoje se entende por cultura okinawana.

É apenas durante a Restauração Meiji, que começa em 1868, que o Japão emprega políticas de assimilação. De acordo com a UNESCO, o arquipélago de Ryukyu abriga seis línguas diferentes, cada uma mutuamente ininteligível do japonês e entre si, além de 750 dialetos locais. Todas as línguas estão em risco de extinção por conta de leis que as criminalizaram ou proibiram por muito tempo desde a anexação do Reino de Ryukyu ao Japão, assim como a outras práticas culturais. Tal repressão foi parte do projeto de construção do Estado-nação japonês, modernizado de acordo com o modelo ocidental, unificado e monolíngue.

Porém, vale notar que a distinção étnica entre okinawanos (Uchinaanchu/Shimanchu) e japoneses (Yamatonchu) é a causa do tratamento desigual para com okinawanos até os dias atuais (TANJI, 2012): a prefeitura de Okinawa tem o maior índice de pobreza infantil do Japão (37%), quase três vezes a média nacional; há inúmeros problemas de segurança e saúde por conta das bases militares estadunidenses, mas a população local é continuamente ignorada pelo governo central; entre outros problemas socioeconômicos, tanto dentro da prefeitura quanto em relação àqueles que migraram de Okinawa para o Japão.

Asadoya Yunta

As ilhas Yaeyama, de onde vem a canção Asadoya Yunta, abriga uma das línguas de Ryukyu: o Yaimamuni, que é radicalmente diferente mesmo entre as culturas de Ryukyu. As ilhas Yaeyama são as mais próximas de Taiwan, afastadas até mesmo do que hoje se entende por Okinawa; dessa forma, seus habitantes desenvolveram expressões culturais distintas e um forte senso de identidade local (GILLAN, 2008).

Asadoya Yunta (安里屋ユンタ, música de Asadoya) é sobre uma mulher, Asadoya nu Kuyama, cuja beleza cativa um oficial do governo japonês (目差主, mizasishuu). Dependendo da versão, são os pais de Asadoya nu Kuyama ou o chefe de sua vila (当親, ataryouya) que a oferece como “suborno” ao oficial; de qualquer forma, em todas as interpretações, o oficial pede Asadoya em casamento.

Na canção original, Asadoya rejeita o pedido e é celebrada como uma mulher valente, escolhendo viver feliz, mesmo que na pobreza. Ela despreza ataryouya — seja o chefe da vila ou seus pais — por ter prometido sua mão em casamento àquele homem. Isso simboliza uma ruptura violenta com a tradição confucionista de piedade filial.

Original e romanização Tradução
サー 安里屋ぬ くやまにやぅ

Saa, Asadoya nu Kuyama ni yō

Ah, Asadoya Kuyama
サーユイユイ

Saa, yui yui

Saa, yui yui[2]
あん美らさ 生りばしやぅ

Anchurasa maribashiyō

Ela nasceu tão linda
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo[3]
サー 幼しゃから 美り生りばしい

Saa, imishakara afaari maribashii

Nascida tão linda, desde pequena
サーユイユイ

Saa, yui yui

Saa, yui yui
小ゆさから 白さ産でぃばしい

Kuyu sakara shiru sasudi bashii

Nascida pálida, desde pequena
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo
サー 目差主ぬ 乞ようたらやぅ

Saa, Mizasishuu nu kuyuutarayō

Ah, o pedido de Mizasishuu
サーユイユイ

Saa, yui yui

Saa, yui yui
当親ぬ 望みよたやぅ

Ataryouya nu nuzumiyotayō

A esperança de seus pais
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo
サー 目差主や 我な否やぅ

Saa, Mizasishuu ya bananbayō

Rejeito Mizasishuu
サーユイユイ

Saa, yui yui

Saa, yui yui
当親 や くり嫌やぅ

Ataryouya ya kuriyumuyō

Odeio meus pais
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Revisão da romanização e tradução por Rodrygo Tanaka.

Em contrapartida, as versões cantadas em japonês padrão (標準語, hyōjungo) não demonstram tal sentimento. Asadoya nu Kuyama — que sequer é citada — aceita o pedido de casamento de um homem de reputação questionável. Ela compara seu marido a um lírio branco, o que sugere gentileza e boas intenções; no entanto, ele parece não permanecer com sua esposa por muito tempo, provavelmente por conta de sua profissão. Ela o presenteia com um quimono para que ele não se esqueça do seu amor.

Original e romanização Tradução
さあ 君は野中の いばらの花か

Saa kimi wa nonaka no ibara no hana ka

Ah, minha esposa é uma flor numa cama de espinhos
サー ユイユイ

Saa yui yui

Saa, yui yui
暮れて帰れば やれほに ひきとめる

Kurete kaereba yarehoni hiki tomeru

Eu te seguro quando retorno ao entardecer
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo
さあ 嬉し恥ずかし 浮名を立てて

Saa ureshi hazukashi ukina o tatete

Ah, tão feliz, tão envergonhada de ter um nome de infidelidade
サー ユイユイ

Saa yui yui

Saa, yui yui
主は白百合 やれほに ままならぬ

Nushi wa shirayuri yarehoni mama naranu

Meu marido é como um lírio branco, mas demais para eu controlar
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo
さあ 田草取るなら 十六夜月よ

Saa tagusa toru nara izayoi tsukiyo

Ah, depois de trabalhar no campo debaixo da lua de dezesseis dias,
サー ユイユイ

Saa yui yui

Saa, yui yui
二人で 気兼ねも やれほに 水いらず

Futari de kigane mo yarehoni mizu irazu

Nós dois estamos sozinhos, mas presos de certa forma
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo
さあ 染めてあげましょ 紺地の小袖

Saa somete agemasho konji no kosode

Tingi, para você, este quimono azul escuro
サー ユイユイ

Saa yui yui

Saa, yui yui
かけて おくれよ 情けの襷

Kakete okureyo nasake no tasuki

Por favor, vista-o como um símbolo do meu afeto
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo
さあ 沖縄よいとこ 一度はメンソーレ

Saa Okinawa yoitoko ichido wa mensoore

Ah, bem vindo a Okinawa,
サー ユイユイ

Saa yui yui

Saa, yui yui
春夏秋冬 みどりの島よ

Haru natsu aki fuyu midori no shima yo

A ilha [que permanece] verde pelas das quatro estações, primavera, verão, outono e inverno
マタハーリヌ ツィンダラ カヌシャマヨ

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Matahaari nu tsindara kanushamayo

Revisão da romanização e da tradução por Rodrygo Tanaka.

Curiosamente, no último verso, a música dá boas vindas ao ouvinte a Okinawa. Ora em japonês, pedindo que venha a Okinawa (沖縄よいとこ一度はお出で, Okinawa yoitoko ichido wa oide), ora fazendo uso intermitente do Uchinaaguchi (ウチナーよいとこ一度はメンソーレ, Uchinaa yoitoko ichido wa mensoore)[4], que também difere do Yaimamuni.

A primeira versão de Asadoya Yunta inteiramente em japonês foi produzida em 1934, quando a gravadora Columbia Nippon decidiu inserir a música okinawana no mercado japonês (GILLAN, 2008). Dado que, após a anexação ao Japão, Okinawa se tornou um ponto turístico e uma espécie de refúgio da vida moderna (um “lugar nativo”, 故郷, furusato) para os japoneses (TANJI, 2012), a transformação de Asadoya Yunta num slogan turístico a ser comercializado ganha um significado estratégico.

Na versão original, Asadoya nu Kuyama personifica o sentimento de insubordinação dos povos de Ryukyu para com o governo japonês. Dispostas até mesmo a romper violentamente com a tradição confucionista, as populações minorizadas rejeitam a imposição de um novo modelo de vida. Porém, quando a música é passada para o japonês, ela assume uma função tática de esvaziamento de sentido, apagamento cultural, silenciamento e comercialização, contribuindo para o “multiculturalismo cosmético” japonês.[5]

O significado de Asadoya Yunta para a diáspora okinawana

Mesmo despida de seu significado original, Asadoya Yunta é uma das músicas mais conhecidas pela diáspora okinawana. A versão em japonês ganha um novo significado quando removida da territorialidade do conflito entre o Japão e Ryukyu; ela se torna uma canção que une gerações ao redor do mundo e que nos conecta a Uchinaa.

Quando comercializada dentro do Japão, a frase “bem vindo a Okinawa”, tanto em japonês quanto em Uchinaaguchi, convém a mercantilização cultural das ilhas de Ryukyu como destino turístico. No entanto, quando direcionadas à diáspora, as boas vindas de Asadoya Yunta expressam a chamada de volta para Ryukyu/Uchinaa. Este aspecto identitário da música faz com que ela tenha a potencialidade de representar um forte senso Uchinaanchu/Shimanchu, adquirindo, novamente, o caráter de desafio à colonização japonesa.

Conclusão

Sendo a tradução de textos criativos sempre uma recriação autônoma, mas recíproca para com o original (CAMPOS, 2006), o diálogo estabelecido entre Asadoya Yunta e sua tradução é carregado de violência; nele estão implícitos processos históricos de ocupação, subjugação e colonização. Há um interesse, por parte da força dominante, em omitir vozes antagônicas à sua agenda política, fortalecendo a narrativa de homogeneidade do Estado-nação e a supremacia de uma cultura sobre a outra.

Porém, os movimentos imigratórios não devem ser excluídos deste argumento. Nesses deslocamentos, a identidade okinawana é revivida, retomando e instrumentalizando o não pertencimento como singularidade e senso de comunidade.

Ademais, o caso estudado pode ser enquadrado na emergente discussão sobre apropriação cultural, onde uma forma de expressão culturalmente específica é condenada enquanto pertencente à demografia minorizada, mas é celebrada ao ser reconfigurada em benefício do poder hegemônico.

Bibliografia

CAMPOS, Haroldo de. Metalinguagem & outras metas: ensaios de teoria e crítica literária. São Paulo: Perspectiva, 2006.

GILLAN, Matt. Treasures of the Island People: tradition and modernity in Yaeyaman pop music. In: Asian Music, Vol. 39, No. 1, pp. 42-68. 2008.

HIGA, Laís Miwa. Umi nu Kanata – Do Outro Lado do Mar: história e diferença na “comunidade okinawana brasileira”. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social) – USP. São Paulo, 2015. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-12012016-140524/pt-br.php

OKAMOTO, Hiromichi. Structural Transformation of Ryukyu Kingdom in t he 17th and Early 18th Centuries: As an Intersection of Cultural Interaction. In: Cultural Reproduction on its Interface: From the Perspectives of Text, Diplomacy, Otherness, and Tea in East Asia: 3-17, 2010.

TANJI, Miyume. Rethinking resistance in everyday Okinawa: diaspora, transformation and minor literature. In: Asian Studies Review, Vol. 36, pp. 105-117. Março de 2012.

UEMURA, Hideaki. The Colonial Annexation of Okinawa and the Logic of International Law: The Formation of an ‘Indigenous People’ in East Asia. In: Japanese Studies, Vol. 23, No. 2, setembro de 2003.

Notas:

[1] Entendo relação entre o Japão e Ryukyu como colonialismo a partir do emprego de políticas de dominação, apagamento e/ou assimilação implantadas pós-invasão: anexação compulsória de um território previamente independente, implantação do monolinguismo, proibição de práticas culturais nativas, deposição ou destruição da ordem social e política preexistente, etc.

[2] “Saa, yui yui” não tem significado; é apenas uma interjeição musical.

[3] “Matahaari nu tsindara kanushamayo” não é Yaimamuni, japonês ou Uchinaaguchi; parece ser malaio (Bahasa Indonesia): “matahari mu cintara kami sama-yo”, cuja tradução seria “o [seu] sol nos ama igualmente”.

[4] “Mensoore” (メンソーレ) é uma expressão de boas vindas em Uchinaaguchi.

[5] Miyume Tanji cita a definição de Tessa Morris-Suzuki: “[o multiculturalismo japonês é] uma forma disfarçada de nacionalismo ou culturalismo indulgente. A diversidade cultural é exaltada e consumida num nível superficial, enquanto as reivindicações por direitos políticos e econômicos dos portadores destas alteridades culturais são frequentemente ignoradas” (TANJI, 2012, p. 116).

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Um comentário sobre “Asadoya Yunta: da resistência ao amor pelo colonizador

  1. Kemi, parabéns pelo trabalho.
    Pratiquei sanshin desde minha adolescência até vinte e poucos anos… e já lamentava por nao entender o significado da maioria das músicas… hoje, ao ler seu texto, lamento ainda mais por nao ter conhecido histórias como esta. Mas a satisfação da leitura compensou bastante. Obrigado por compartilhar.
    Espero ver assuntos como este e pessoas como você trazendo contribuições ao forum da AOKB.

    Curtido por 1 pessoa

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