Para além da fábula das três raças: uma introdução à percepção racial do amarelo e do japonês no Brasil

(O texto original foi submetido como trabalho final da disciplina de Formação e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira da Unesp-Araraquara. Está disponível em PDF para download e citação neste link.)

  1. Introdução

Este trabalho pretende ser uma introdução às nuances do papel atribuído e desempenhado pelo imigrante japonês e seus descendentes nas relações raciais brasileiras. A fim de compreender como se configura a discriminação ambivalente para com o fenótipo amarelo, o texto percorre brevemente alguns momentos históricos para questionar a ideia de brasilidade e de pertencimento, e a instrumentalização do mito da minoria modelo enquanto ferramenta racista contra as populações negra e indígenas.

  1. O “tipo mongólico” e o ideal de branqueamento brasileiro

Em 1511, Portugal é a primeira potência marítima europeia a estabelecer relações diretas com o império chinês. Este contato precoce com a nobreza chinesa pavimenta o trajeto das discussões no começo do século XIX sobre o emprego dessa mão de obra enquanto substituta do trabalho escravo no Brasil. Jeffrey Lesser (2001) destaca que, embora houvesse um desacordo relativamente equilibrado em relação à utilidade da força de trabalho chinesa, as elites “aceitavam unanimemente a escala de de beleza racial/física de Blumenbach, que colocava os asiáticos bem abaixo dos europeus e bem acima dos africanos” (p. 38). Este lugar privilegiado do “tipo mongólico” na hierarquia racial, somado ao interesse da Coroa portuguesa em estreitar suas relações com a China para preservar suas colônias de Goa e Macau, culmina num experimento que traz cerca de 750 plantadores de chá para o Jardim Botânico Imperial no Rio de Janeiro em 1810, mas é logo considerado um fracasso devido à fuga ou ao retorno à pátria de origem de mais da metade desses trabalhadores (LESSER, 2015).

Pouco mais de uma década mais tarde, declara-se a Independência do Brasil. Sem grandes rupturas ou mudanças significativas nas relações sociais, a abolição da escravatura é uma preocupação menor que a manutenção da unidade nacional (CARVALHO, 1999) até 1845, quando a Inglaterra passa a interceptar navios negreiros sob a Lei Aberdeen. Reacende-se o debate sobre o emprego da mão de obra chinesa com mais urgência e, em 1854, o governo brasileiro solicita seis mil trabalhadores chineses de sua delegação em Londres, preferencialmente que fossem casados ou comprometidos — podendo trazer suas noivas, mulheres e filhos menores de doze anos — para evitar a miscigenação e a “contaminação social” (LESSER, 2001). No entanto, devido às crueldades do comércio de coolies e ao tratamento que seus súditos receberam em Cuba e no Peru, a China proíbe qualquer emigração senão voluntária, e apenas para nações com as quais já tinha acordos comerciais (CONRAD, 1975).

Ao mesmo tempo, a Restauração Meiji começa em 1868 no Japão, inaugurando um período de intensa modernização de acordo com os moldes ocidentais. Além de investir na industrialização, o governo Meiji se dedica a mudar suas políticas externas: deixa de operar a partir da ordem internacional leste asiática (East Asian-style international order)1, adota conceitos eurocêntricos do direito internacional e procura reparar a desproporcionalidade de tratados que o antigo xogunato firmara com nações ocidentais (UEMURA, 2003). Estas reformas permitem que as elites japonesas construam a imagem do Japão como a única nação “branca” da Ásia (LESSER, 2015), simultaneamente conquistando mais força nas negociações de acordos internacionais e estimulando a emigração de seu excedente populacional, composto majoritariamente de camponeses que, com a modernização, perderam suas terras e seus empregos.

1 Difere da ordem ocidental, que é fundamentalmente regida pela soberania westfaliana. O sistema internacional leste asiático, embora fosse sinocêntrico e hierárquico, não implicava, necessariamente, na sujeição em termos de suserania política, uma vez que o Imperador chinês não reivindicava soberania sobre a totalidade do sistema; Ringmar (2012) classifica a sujeição ao Império Celestial como ritualística e simbólica.

No âmbito internacional, a emergência do Japão como potência militar na Ásia ameaça os planos de hegemonia dos Estados Unidos e da Inglaterra no Pacífico, complicando as relações entre esses países (LYMAN, 2000). No Brasil, contudo, a crescente capacidade bélica e industrial do Japão reforça a ideia do imigrante japonês enquanto integrante da modernidade branca, independentemente de sua “raça biológica ostensiva” (LESSER, 2015, p. 45). Apesar dos discursos racistas calcados na biologia, as elites brasileiras permitem negociações em relação à categoria de branquitude. A negritude e o “índio”2, por outro lado, são tomados como parâmetro constante do processo de racialização:

2 Utilizo a palavra “índio” para identificar o arquétipo do imaginário brasileiro. Assim como o negro fora um símbolo para o movimento abolicionista, a imagem do “índio” do indianismo romântico fora instrumentalizada pelas elites; não há mudanças efetivas na postura colonizadora do brasileiro branco em relação aos povos indígenas, que são sempre vistos como grupo que necessita ser civilizado como o branco, ou pela ação dele, para que a nação cresça (SPOSITO, 2012).

Muitos imigrantes se segregaram, muitas vezes de forma agressiva, dos escravos ou de pessoas livres de ascendência africana. Essa separação foi constante e dinâmica. Enquanto parte dos imigrantes se “embranqueceu” ao se distanciar dos negros e dos indígenas, outros tomaram a direção contrária, ou se casando com uma pessoa não branca ou não atendendo a determinadas expectativas culturais, sociais e ocupacionais. Os que não se submetiam às regras da branquidão, recusando a autossegregação, muitas vezes perdiam as vantagens de ser visto como um “imigrante” (LESSER, 2015, p. 34).

Devido à herança da escravidão, a leitura racial brasileira é também permeada pela questão de classe (SCHUCMAN, 2014), onde a pobreza sinaliza a negritude e a posse de capital (material, social e/ou cultural) identifica a branquitude. Os primeiros japoneses que desembarcam do Kasato Maru no porto de Santos em 1908, além da maioria ser alfabetizada, vestem “roupas limpas” e “todos traziam bolsas com escovas de dente, escovas de cabelo e navalhas, algo que apenas os brasileiros mais ricos levavam em suas bagagens” (LESSER, 2015, p. 209). Assim, o imigrante japonês — dentre outros — é embranquecido e enquadrado na esperança das elites brasileiras de um Brasil menos negro e menos “índio”.

O discurso em torno da branquitude do japonês, entretanto, não é unânime nem constante. Ao mesmo tempo que é aceito como mão de obra dócil3, questões eugênicas estão continuamente presentes nas preocupações de políticos e acadêmicos brasileiros (TAKEUCHI, 2008). Por um lado, latifundiários cafeicultores defendem a imigração asiática — tanto a chinesa quanto a japonesa, em seus momentos respectivos — mais como instrumento, cuja branquitude é secundária à sua utilidade, para gerar e manter os lucros do café; por outro, imigrantes europeus brancos e seus descendentes anseiam pela modernização do Brasil de acordo com o modelo do Velho Mundo, receosos de que o emprego da mão de obra chinesa criaria “uma casta de escravos amarelos” (VON KOSERITZ apud LESSER, 2015, p. 108).

3 Poucos imigrantes europeus brancos estão vindo para o Brasil, e os que já se encontram aqui frequentemente organizavam greves para protestar as condições de trabalho precárias. Com a proibição da imigração asiática para os Estados Unidos em 1907, os interesses dos governos japonês e brasileiro convergem, trazendo o Brasil como destino principal da emigração japonesa.

Ao mesmo tempo, enquanto alguns atribuem a vitória japonesa sobre o império russo em 1905 à ocidentalização da Restauração Meiji, outros compartilham da visão estadunidense, a qual enquadra a ascensão militar e econômica japonesa no mito do “perigo amarelo” (SHIMABUKO, 2016). Com as campanhas expansionistas na Ásia, o plano dos imigrantes produzirem alimentos a serem exportados de volta para o Japão alimenta as suspeitas de estarem construindo o “Grande Império do Sol Poente” com o objetivo de fortalecer a “Nova Ordem na Ásia” e expandir seu império para o Ocidente (TAKEUCHI, 2008, p. 19).

  1. Estado Novo e a II Guerra Mundial

Durante as primeiras décadas do século XX, particularmente a partir de 1920 com a crise econômica mundial, o sentimento antinipônico está fundamentado no medo de uma possível colonização japonesa do Brasil, na competição entre imigrantes japoneses e a classe trabalhadora brasileira (LESSER, 2015) e na suposta “insolubilidade” do japonês. Sob a chave nacionalista e totalitária do Estado Novo, e de acordo com seu projeto étnico-político de brasilidade, o discurso eugênico se torna mais pronunciado.

O sentimento de desconfiança é agravado com o ataque do Japão a Pearl Harbor em dezembro de 1941, fazendo com que os Estados Unidos descartem sua neutralidade e pressionem os países da América Latina a seguirem seu posicionamento. Em março de 1942, sob pressão da população indignada após diversos ataques a navios brasileiros, o governo Vargas baixa um decreto sobre indenização por atos de agressão, que responsabiliza imigrantes oriundos dos países do Eixo e seus descendentes pelas ofensivas contra o Estado brasileiro durante a guerra (PERAZZO, 2009). Em agosto de 1942, cinco navios brasileiros são torpedeados e o Brasil oficialmente declara guerra ao Eixo. Em julho de 1943, um novo ataque a navios brasileiros por submarinos alemães é atribuído à espionagem dos “súditos do Eixo” residindo no Brasil; o episódio culmina na ordem de evacuação de Santos, levando à expulsão de 1.500 japoneses e nipo-brasileiros para o interior paulista (TAKEUCHI, 2002), entre outras famílias de imigrantes alemães e italianos. A partir de então, italianos, alemães e japoneses — imigrantes ou nascidos no Brasil — são tratados como possíveis espiões e, consequentemente, ameaças à segurança nacional.

Nos Estados Unidos, o então presidente Franklin Roosevelt ordena que entre 110.000 e 120.000 nipo-americanos sejam realocados para o interior do país e postos em campos de concentração no início de 1942 (LYMAN, 2000), o que causa um efeito cascata no resto das Américas. No Canadá, nipo-canadenses são exilados para o interior da província da Colômbia Britânica e, no Peru, 1.800 nipo-peruanos são forçados a evacuar o país em navios militares americanos e levados para os Estados Unidos (LEE, 2007). No Brasil, medidas repressivas4 são sancionadas para evitar supostas conspirações entre os “súditos do Eixo”: livros, documentos, jornais e correspondências internacionais e/ou em alemão, italiano ou japonês são vetados e confiscados, o uso dessas línguas é proibido, reuniões entre esses imigrantes e seus descendentes devem ser formalmente comunicadas ao governo para que se tenha autorização, e entre três e cinco mil pessoas (entre alemães, italianos, japoneses e seus descendentes) são detidas em campos de concentração no interior do país (PERAZZO, 2009).

4 É necessário sublinhar que essas ações, embora influenciadas pela postura estadunidense, também coincidem com o projeto ideológico de construção da brasilidade do Estado Novo, orientada pela ideia do Estado nacional monolíngue e culturalmente coeso (TAKEUCHI, 2002).

Dessa forma, durante a II Guerra Mundial, a imagem do japonês — antes um agricultor pacífico — transforma-se numa síntese das ansiedades ocidentais em torno do perigo amarelo: este é um espião ardiloso, eficiente, extremamente inteligente e perigoso, que “trama planos nefastos por trás de uma máscara impenetrável” e cuja apresentação dócil é uma “fraude premeditada” (LYMAN, 2000, p. 699).

  1. Integração e assimilação

Após as turbulências da II Guerra Mundial e do pós-guerra, o imigrante japonês e seus descendentes logo voltam a ser enquadrados como uma minoria ideal. Com a derrota do Japão e sua nova posição sob a tutela dos Estados Unidos, a inserção japonesa no cenário do capitalismo industrial global — embora cause algumas tensões devido à competitividade de seus produtos no mercado ocidental (SHIMABUKO, 2016) — e a onda de soft power do Cool Japan, que começa na década de 1960, resultam no resgate da imagem do japonês como povo dócil, trabalhador e desejável (em diversos sentidos).

De acordo com Quijano (2005), o “Oriente” teria sido a única categoria suficientemente digna para ser designada como o “Outro”; é inferior e está em oposição ao europeu ocidental branco, mas ainda provido de uma certa humanidade, ao contrário do negro e do índio, que não passavam de “primitivos”. A repressão colonial na Ásia, então, foi menor, podendo-se preservar a história e a herança intelectual. No entanto, no que Lesser (2001) chama de “típico do discurso colonialista europeu e norte-americano” (p. 270), embora exista algum grau de respeito pela “cultura oriental”, as pessoas que concretizam essa cultura não são recipientes da mesma admiração.

Aliada a esta leitura do “Oriente”, a teoria da triangulação racial de Claire Jean Kim (1999) explica por que a entrada de leste asiáticos é permitida no Brasil5, mesmo numa época marcada por ansiedades pronunciadamente eugênicas. Embora racialmente inferiores aos brancos, asiáticos ainda são tidos como racialmente superiores em relação aos negros. Ademais, as leituras de ambos grupos racializados (asiáticos como bons trabalhadores versus negros enquanto trabalhadores incompetentes) se retroalimentam e configuram o mito da minoria modelo, que dita a superioridade cultural de asiáticos que ascendem social e economicamente, em contrapartida a outras minorias racializadas, sendo simultaneamente uma justificativa da pobreza de grupos marginalizados como epifenômeno do colonialismo e da escravidão, e uma defesa do mito da democracia racial nas Américas. Por outro lado, Kim também aponta que asiáticos são vistos como estrangeiros, menos pertencentes6 que brancos e negros, o que suscita a questão da integração do imigrante japonês e de seus descendentes não apenas na sociedade, mas também no imaginário brasileiro.

5 O estudo de Kim é referente aos Estados Unidos, mas, tidas as devidas nuances históricas e culturais, é possível transpor sua análise para o contexto brasileiro.

6 Aqui o pertencimento é colocado em termos de nacionalidade, uma vez que, em termos de cidadania, pode-se argumentar que asiáticos frequentemente têm seus direitos mais respeitados do que pessoas negras, tendo em vista os números expressivos de casos de brutalidade e letalidade policial contra comunidades negras, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

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Figura 1: gráfico da triangulação racial de Kim.

Desde o início da imigração, existe uma apreensão quanto à assimilação dos japoneses, vistos como um grupo homogêneo, cuja preferência por casamentos e alianças intrarraciais formam “quistos étnicos” na nação que optasse por abrigá-los (TAKEUCHI, 2008). Esta percepção de “insolubilidade” ou do caráter inerentemente estrangeiro do japonês é explicado nas análises de Laís Miwa Higa (2015) e Victor Uehara Kanashiro (2015) sobre a performance do artista Shima, A quarta raça (2007), onde o performer introduz seu próprio corpo — asiático amarelo — no Monumento às Três Raças, localizado em Goiânia. O mito de origem brasileiro está apoiado na confluência simbólica das três raças: o branco, o negro e o “índio”, excluindo o fenótipo amarelo da brasilidade autêntica; assim, o japonês torna-se um eterno estrangeiro, mesmo que seja aceito a partir de sua suposta superioridade racial e potencial de “desafricanizar” a população brasileira.

Picture1

Figura 2: Shima, usando seu corpo para figurar “uma interação tensa, através das fitas de isolamento e da força exercida por seu corpo na tentativa de ajudar as “três raças” na elevação do obelisco” (HIGA, 2015, p. 185). Fonte: HIGA, 2015.

  1. Conclusão

O processo de racialização de leste asiáticos no Brasil é ambivalente, podendo ser tensionado a partir da lógica do inimigo comum ou do invasor (SHIMABUKO, 2016), assim como pode ser configurado enquanto minoria modelo. Embora sirvam principalmente para a manutenção da supremacia branca, estas imagens sobre o corpo amarelo não são construídas passivamente; elas resultam de uma negociação dialética entre a população geral (configurada desde discursos políticos até interações individuais) e o grupo particular, que se adapta às circunstâncias, podendo adotar, rejeitar ou reconstruir as percepções da população geral sobre si.

Ademais, pode-se notar que existe uma interdependência entre a percepção de imigrantes e da diáspora no Brasil e o papel de sua “pátria étnica” no cenário internacional. Os efeitos do Cool Japan podem ser repensados com a onda de soft power da Coreia do Sul, a Hallyu, que tem auxiliado na reconstrução da imagem do coreano enquanto imigrante desejável ou não; por outro lado, observa-se o papel da China enquanto impeditiva na agenda do capitalismo hegemônico e a imagem do chinês enquanto imigrante ilegal, traiçoeiro e “sujo”. Portanto, o processo de racialização de leste asiáticos é diferente daquele sofrido pelas populações negra e indígenas; este contraste permite a compreensão mais profunda sobre o peso das relações de classe, do exercício de forças hegemônicas e da globalização na construção do imaginário brasileiro cotidiano.

  1. Referências Bibliográficas

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KANASHIRO, V. U. Cantos da memória diaspórica: representações, (des)indentificações e performances de Mishima a Okinawa. Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Campinas, 2015.

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