Desejo, estereótipos e fetiche racial

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Para começarmos a pensar e aprofundar um debate em torno do fetiche racial, é-nos necessário entender, primeiramente, como os desejos da branquitude se articulam na pós-modernidade a partir da sua crise identitária que levou pessoas brancas a olhar para o Outro de uma maneira diferente da de seus ancestrais. Será preciso também recuperarmos um debate sobre as práticas representacionais de estereotipagem, que criam um imaginário sobre a pessoa racializada, reduzindo-a, consequentemente, à sua raça. E, por fim, adentrar, de fato, nas dinâmicas de fetiche racial. Continuar lendo

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Entrevista com Rosa Miranda: a primeira mulher negra, no Brasil, a se formar em licenciatura no curso Cinema & Audiovisual.

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Rosa Miranda

Rosa Miranda formou-se em licenciatura em Cinema & Audiovisual pela UFF, sendo a primeira mulher negra no Brasil a conquistar este feito. Cineasta, arte-educadora e ativista, idealizou e fundou o Coletivo Kbça D’ Nêga, que produz audiovisual racializado interseccional e militante de forma independente. Entre os filmes produzidos pelo coletivo, há o mais recente curta-metragem documental, intitulado Privilégios (2018), descrito como “uma provocação sobre as desigualdades sociais mantidas por um seleto grupo social”, que estará disponível para exibição a partir de agosto deste ano.
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Gaijin – Caminhos da Liberdade: o cinema nipo-brasileiro e a preservação da memória.

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(Trabalho de Hugo Katsuo, escrito para a disciplina de História do Cinema Brasileiro, ministrada pelo professor Rafael de Luna, e apresentado oralmente na 5ª Semana de História da UFF)

O cinema brasileiro, a partir dos anos 80, passou a ter como tema recorrente uma
nova ideia: a de que nós, brasileiros, nos sentíamos estrangeiros no nosso próprio país (HEFFNER, 1995). Era indispensável que, para tratar desta temática, os cineastas Continuar lendo