“Existe toda uma história que constrói meu corpo e ele é percebido por estereótipos” – entrevista com Ana Tomimori

A exposição Pós-poéticas, em cartaz desde o dia 18 de novembro, inaugura o Espaço das Artes, antigo Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo. A mostra traz obras dos artistas Ana Tomimori, Andréa Tavares, Cassia Aranha, Filipe Barrocas, Inês Bonduki, Julia Mota, Juliano Gouveia dos Santos, Pedro Hamaya e Renato Pera, relacionadas às pesquisas de pós-graduação de cada um deles ao longo dos últimos 2 anos.

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Registros da intervenção urbana “Bandeira”

Ana Tomimori, artista visual integrante da exposição, tem nacionalidade brasileira e ascendência japonesa. Seu trabalho apresentado na Pós-poéticas investiga como o discurso hegemônico e colonialista europeu acaba deixando seus rastros de exclusão. Sob o olhar de mulher não-branca, suas obras trazem marcas dessa vivência e da história que ela carrega  reinterpretadas pela própria artista. Ana, com a não-neutralidade que o corpo asiático carrega, apresenta desde bordados até intervenções urbanas, que exploram os estereótipos que automaticamente são associados  a etnias não-brancas.

A entrevista na íntegra, a segunda da seção de Entrevistas Populares, você confere a seguir!

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PEQUENO MANUAL EM 15 DICAS DE COMO NÃO OFENDER SEU AMIGO DESCENDENTE DE JAPONESES

Depois de reclamar do apelido de japa, ver que muites amigues se sentiram contemplades pela crítica e perceber que os não-nipônicos não nos apelidam por maldade, aqui vão algumas dicas bem DIDÁTICAS baseadas em dados históricos e no famoso bom-senso de como não dar esse e outros closes errados conosco:
1. Não apelide um oriental de “japa” sem ter qualquer consentimento dele acerca disso. Nossa identidade (aliás, a de ninguém) não deve ser resumida somente a ascendência étnico-racial – a pessoa a quem você se refere pode ter ascendência chinesa, coreana, etc. O contrário também vale: não apelide um descendente que não tenha os traços típicos ou que tenha nome brasileiro com um nome asiático qualquer (por exemplo: se o rapaz se chama Felipe, você pode usar o próprio nome dele ao invés de chamá-lo de Toshiro para estereotipá-lo).
2. Orientais NÃO SÃO TODOS IGUAIS. Continuar lendo