Feminismo Asiático: Identidade, Raça e Gênero

Pela vocalização e empoderamento de mulheres com ascendência asiática no movimento feminista contemporâneo.

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Atenção: No texto há imagens e relatos de violência contra mulheres asiáticas no curso da História, especificamente em períodos de guerra, sendo a exposição de tais fatos e fotos necessárias no objetivo de não mais perpetuar, ou ser conivente, com o apagamento e silenciamento de mulheres asiáticas na História da Humanidade.

“Cultura”, é um substantivo que designa padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes, e assim distinguem um grupo social.

Quando falamos sobre cultura do machismo, está intrínseco a compreensão no qual vivemos sob estruturas patriarcais; patriarcado este criado através de processos históricos simbióticos à hierarquias de poder. A hegemonia construída através do imperialismo colonialista trás consigo um privilégio ainda — infelizmente — duradouro, e que continua à dizer qual é o curso da História. Ou mesmo, quem consta na tão dita “História da Humanidade”.

Esta História contada para nós desde tão pequenos, seja escrita em livros do ensino fundamental, ou imageticamente construída em filmes, traz à superfície o factível e palpável apagamento da vivência de mulheres, e principalmente, indivíduos não-brancos. O que dirá então, de mulheres em recorte racial e suas vivências.

Porque esse prólogo? Porque entender as estruturas do poder é entender sobre dominação e violência de gênero. E principalmente, é entender a história do feminino asiático. Continuar lendo

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“Existe toda uma história que constrói meu corpo e ele é percebido por estereótipos” – entrevista com Ana Tomimori

A exposição Pós-poéticas, em cartaz desde o dia 18 de novembro, inaugura o Espaço das Artes, antigo Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo. A mostra traz obras dos artistas Ana Tomimori, Andréa Tavares, Cassia Aranha, Filipe Barrocas, Inês Bonduki, Julia Mota, Juliano Gouveia dos Santos, Pedro Hamaya e Renato Pera, relacionadas às pesquisas de pós-graduação de cada um deles ao longo dos últimos 2 anos.

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Registros da intervenção urbana “Bandeira”

Ana Tomimori, artista visual integrante da exposição, tem nacionalidade brasileira e ascendência japonesa. Seu trabalho apresentado na Pós-poéticas investiga como o discurso hegemônico e colonialista europeu acaba deixando seus rastros de exclusão. Sob o olhar de mulher não-branca, suas obras trazem marcas dessa vivência e da história que ela carrega  reinterpretadas pela própria artista. Ana, com a não-neutralidade que o corpo asiático carrega, apresenta desde bordados até intervenções urbanas, que exploram os estereótipos que automaticamente são associados  a etnias não-brancas.

A entrevista na íntegra, a segunda da seção de Entrevistas Populares, você confere a seguir!

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‘Também temos memória, cérebro, coração, tripas’, Ingrid Sá Lee fala de arte e feminismo asiático.

Artista visual de origem norte-coreana, bissexual e deficiente auditiva traz seu trabalho para São Paulo.

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Entre os dias 13 e 15 de novembro, o Museu da Imagem do Som em São Paulo (MIS-SP) organiza a I Feira Des.Gráfica, com o intuito de promover publicações e quadrinhos que “desenvolvem trabalhos narrativos de experimentação gráfico-visual“. O foco do evento é na produção de vanguarda, abrindo espaço para artistas trabalharem suas autoralidades.

Ingrid Sá Lee, artista visual radicada em Belo Horizonte/MG estará no evento divulgando uma série de trabalhos que tratam da imagem da mulher asiática, fazem crítica ao imperialismo ocidental e aos ideais nacionalistas, ao mesmo tempo que reconstrói sua identidade étnico-racial. A artista estará expondo seu novo zine, “A Boneca“, e, em parceria com o coletivo feminista asiático LÓTUS PWR – Empoderamento do Feminismo Asiático, que se organiza principalmente na capital paulista, também estará vendendo material original colaborativo, com o intuito de subsidiar e fortalecer as ações do grupo.

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Arte para o coletivo LÓTUS PWR

Mestiça de pai norte-coreano, deficiente auditiva bilateral de grau moderado e bissexual, Lee organiza em sua obra as inquietações de uma pessoa que se encaixa frequentemente em uma “zona cinzenta” da militância política. O blog Outra Coluna inaugura sua nova seção de entrevistas populares celebrando essa trajetória, que torna o trabalho de Ing Lee tão autêntico e combativo, transformando a nossa luta também em resistência estética.

Leia a entrevista na íntegra a seguir! Continuar lendo

PEQUENO MANUAL EM 15 DICAS DE COMO NÃO OFENDER SEU AMIGO DESCENDENTE DE JAPONESES

Depois de reclamar do apelido de japa, ver que muites amigues se sentiram contemplades pela crítica e perceber que os não-nipônicos não nos apelidam por maldade, aqui vão algumas dicas bem DIDÁTICAS baseadas em dados históricos e no famoso bom-senso de como não dar esse e outros closes errados conosco:
1. Não apelide um oriental de “japa” sem ter qualquer consentimento dele acerca disso. Nossa identidade (aliás, a de ninguém) não deve ser resumida somente a ascendência étnico-racial – a pessoa a quem você se refere pode ter ascendência chinesa, coreana, etc. O contrário também vale: não apelide um descendente que não tenha os traços típicos ou que tenha nome brasileiro com um nome asiático qualquer (por exemplo: se o rapaz se chama Felipe, você pode usar o próprio nome dele ao invés de chamá-lo de Toshiro para estereotipá-lo).
2. Orientais NÃO SÃO TODOS IGUAIS. Continuar lendo